segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

A conta de gênero da Câmara muda em 2022, embora maioria masculina permaneça

A Câmara dos Deputados eleita em 2022 terá 109 mulheres, 19 a mais do que na composição anterior. O avanço leva a representação feminina ao maior patamar já registrado, mas os homens ainda ocuparão 404 cadeiras, o equivalente a 78,8% do plenário.
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A composição da Câmara dos Deputados resultante da eleição de 2022 terá uma bancada feminina maior do que a registrada na legislatura anterior. Serão 109 deputadas entre as 513 cadeiras da Casa, contra 90 na formação anterior. O resultado acrescenta 19 mandatos femininos e leva a participação das mulheres de 17,5% para 21,2%.

O número é o maior já registrado para a representação feminina na Câmara. Apesar do crescimento, a maioria do plenário continuará sendo masculina: os homens ocuparão 404 cadeiras, ou 78,8% do total. A diferença entre as duas bancadas será de 295 assentos.

O que muda na composição da Câmara

O principal efeito do resultado eleitoral é a ampliação da bancada feminina em relação à legislatura anterior. A passagem de 90 para 109 deputadas representa um aumento de 19 cadeiras ocupadas por mulheres.

Em termos proporcionais, a presença feminina avança 3,7 pontos percentuais. A fatia que correspondia a 17,5% da Câmara passa a representar 21,2% do plenário eleito em 2022. A variação altera a composição da Casa, mas não modifica a predominância numérica dos homens.

Com 109 deputadas, as mulheres passam a ocupar pouco mais de um quinto das cadeiras. Os outros quatro quintos, aproximadamente, continuarão sob responsabilidade de deputados homens. A nova proporção, portanto, combina dois movimentos: a expansão da bancada feminina e a permanência de uma maioria masculina ampla.

Maior número de deputadas eleitas

O resultado de 2022 estabelece o maior número de mulheres eleitas para a Câmara dos Deputados até então. O avanço ocorre em uma eleição que também renovou parte da composição da Casa, mas a informação central sobre o recorte de gênero está na ampliação do grupo feminino de 90 para 109 parlamentares.

A marca de 109 deputadas não significa paridade entre homens e mulheres. Para alcançar uma divisão igualitária das 513 cadeiras, seria necessário que as duas bancadas tivessem tamanhos próximos. A composição definida pelas urnas, contudo, mantém uma distância de 295 cadeiras entre os grupos.

O resultado pode ser observado tanto pelo número absoluto quanto pelo percentual. Em números absolutos, são 19 mulheres a mais. Na proporção do plenário, o avanço é de 17,5% para 21,2%. As duas medidas mostram a mesma mudança sob perspectivas diferentes: a bancada feminina cresce, mas continua minoritária.

Como ficam as bancadas

A nova Câmara terá 109 deputadas e 404 deputados. Somadas, as duas bancadas formam as 513 cadeiras da Casa. A presença masculina, que correspondia a 82,5% da composição anterior, será de 78,8% no resultado de 2022.

A redução da participação masculina acompanha o aumento proporcional das mulheres. Ainda assim, a diferença entre os grupos permanece expressiva. Mesmo depois da ampliação feminina, os homens terão quase quatro vezes o número de cadeiras das mulheres.

Essa distribuição ajuda a dimensionar o resultado eleitoral. O crescimento da bancada feminina é relevante para a comparação com a legislatura anterior, mas a nova composição não representa uma divisão equilibrada do plenário. A maior parte das cadeiras continuará ocupada por homens.

Uma mudança medida pela proporção

A comparação entre as duas legislaturas também mostra como a leitura do resultado depende do indicador utilizado. Considerado o número de cadeiras, a bancada feminina ganhou 19 assentos. Considerada a proporção, houve avanço de 3,7 pontos percentuais.

O percentual de 21,2% coloca a representação feminina acima de um quinto da Câmara. Na legislatura anterior, as mulheres respondiam por 17,5% das cadeiras. A diferença entre os dois números indica que a mudança não se limita a uma substituição pontual de parlamentares: ela altera a participação relativa das mulheres na composição total da Casa.

Ao mesmo tempo, o percentual evidencia o tamanho da distância restante até uma composição paritária. As deputadas serão pouco mais de um quinto do plenário, enquanto os deputados representarão mais de três quartos das cadeiras.

O retrato da legislatura eleita

A distribuição final das cadeiras permite resumir a composição da Câmara em três números: 513 parlamentares ao todo, 109 mulheres e 404 homens. A partir deles, é possível identificar tanto o recorde de deputadas quanto a permanência da maioria masculina.

O dado de 109 mulheres estabelece uma nova referência para a bancada feminina. A evolução em relação às 90 deputadas da formação anterior mostra que a participação cresceu em termos absolutos e relativos. No entanto, a estrutura geral do plenário ainda será marcada pela predominância dos homens.

O resultado também reduz a diferença numérica entre as duas bancadas. Antes, a distância era maior porque havia 90 mulheres e 423 homens. Com a nova composição, a diferença cai para 295 cadeiras: 404 homens contra 109 mulheres.

Essa redução não elimina a desigualdade de representação, mas modifica a proporção observada na Câmara. A bancada feminina passa a ter mais espaço no plenário, enquanto a masculina permanece majoritária.

O significado dos números

Os dados da eleição de 2022 não permitem concluir que homens e mulheres passaram a estar igualmente representados na Câmara. O que eles mostram é um aumento da participação feminina até o maior patamar registrado, com a ocupação de 109 das 513 cadeiras.

A diferença entre 21,2% e 78,8% resume a configuração de gênero da nova legislatura. De um lado, o resultado amplia a bancada feminina e reduz a distância em relação à composição anterior. De outro, a maior parte do plenário continua formada por homens.

Assim, a Câmara eleita em 2022 reúne um recorde de deputadas e, ao mesmo tempo, mantém uma maioria masculina de 404 parlamentares. O avanço feminino muda a escala da representação na Casa, mas não altera sua estrutura majoritariamente masculina.