Uma lei do Amazonas institui uma galeria digital voltada à divulgação de escritores e relaciona a iniciativa ao incentivo à leitura no estado. A Lei nº 8.285/2026, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (União Brasil), prevê um mural virtual com obras literárias e fotografias de autores ligados à história cultural e literária da região.
A proposta foi apresentada à Aleam em maio de 2025, aprovada em abril de 2026 e publicada em maio do mesmo ano. A divulgação da Assembleia ocorreu no contexto do Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro.
Leitura e memória literária
Segundo a Assembleia, a medida também busca ampliar o acesso do público à produção literária regional e reconhecer escritores de diferentes gerações. A seleção não se limita a autores nascidos no Amazonas. A norma contempla ainda escritores que, independentemente da naturalidade, tenham deixado contribuições expressivas para o legado cultural e literário da região.
A iniciativa foi apresentada em um cenário descrito pela Assembleia como desafiador para os hábitos de leitura. Conforme a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com a Fundação Itaú e apoio de entidades do setor editorial, o Amazonas teve o menor índice de leitura da região Norte. O levantamento, realizado pelo Ipec, apontou que 40% dos entrevistados no estado haviam lido algum livro nos três meses anteriores à pesquisa.
Formato previsto
A lei permite que a Galeria dos Escritores do Estado do Amazonas funcione em formato digital ou físico. A implantação de um espaço físico poderá ser feita pelo Poder Executivo estadual, desde que observados os critérios de oportunidade e conveniência da administração pública.
Na avaliação de Adjuto Afonso, o reconhecimento de autores de diferentes gerações contribui para preservar a história do povo amazonense. “É um tributo aos escritores, os de ontem e os de hoje, expressa o nosso sentimento de honra e gratidão por todo esse honroso histórico literário da identidade amazônica e, certamente irá conjugar tradição e tecnologia, tornará a cultura literária mais inclusiva, acessível e conectada ao mundo”, afirmou.
Fonte: ALEAM – Assembléia Legislativa.
Foto distribuída pela ALEAM – Assembléia Legislativa








