sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Amazonas

Acesso por terra ou água orienta retirada de lixo na orla de Manaus

Semulsp reforçou a capina e a coleta no Centro e na zona Sul durante a estiagem; operação usa balsa, caçambas, máquinas e trabalho manual em trechos de difícil aproximação.
Acesso por terra ou água orienta retirada de lixo na orla de Manaus
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus

As condições de acesso às margens dos rios passaram a orientar a retirada de resíduos na orla de Manaus durante a estiagem. Em pontos onde a balsa não consegue encostar por causa da descida das águas, as equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) fazem o transporte manual do lixo até a embarcação.

A operação foi intensificada em 22 de outubro no Centro e na zona Sul da capital. Segundo a Prefeitura de Manaus, o serviço mobiliza 500 garis, além de máquinas de suporte, balsas e caçambas para as atividades de capina e coleta.

Resíduos ficam expostos com a estiagem

O subsecretário da Semulsp, Leandro Mendes, informou que a limpeza ocorre durante todo o ano, mas é reforçada no período de estiagem. Com a redução do nível dos rios, materiais que estavam cobertos pela água ficam visíveis nas margens e passam a ser incluídos no trabalho das equipes.

Uma das balsas permanece na orla para receber os resíduos recolhidos. Conforme novos pontos de acúmulo são identificados, a secretaria amplia a quantidade de garis envolvidos na operação. O acesso aos locais pode ser feito por terra ou pela água, de acordo com as condições encontradas em cada trecho.

“Conforme os rios vão secando, esses resíduos vão aparecendo. Esse trabalho é feito de forma contínua durante todo o ano. A balsa que está recebendo esse resíduo, ela sempre fica na orla de Manaus. Conforme o lixo vai aparecendo, nós vamos reforçando com mais garis para que o trabalho não demore”, afirmou Mendes.

Coleta também ocorre em ecobarreiras

Além da retirada de lixo nas margens, a Semulsp recolhe resíduos acumulados nas ecobarreiras. De acordo com a Prefeitura de Manaus, essas estruturas impedem o avanço do material para rios e igarapés e auxiliam o trabalho das equipes de limpeza.

A secretaria também atribui parte da dificuldade operacional ao descarte irregular. Segundo Mendes, quando o lixo chega aos rios, a retirada exige deslocamento por terra ou pela água e pode depender do transporte manual, especialmente nos pontos em que a balsa não consegue se aproximar.

“A prefeitura e a Semulsp fazem esse apelo para que a população descarte o seu lixo no local correto. O descarte incorreto para aqui nos rios e essa operação é complicada, porque o acesso é por terra ou pela água. Devido à estiagem, a balsa não consegue encostar e, muitas vezes, precisamos fazer o trabalho manual”, explicou.

A Prefeitura informou que a limpeza busca manter as margens em condições de uso para barcos e trabalhadores que dependem da área. O mecânico Valdecir Delfino, de 50 anos, afirmou que a retirada facilita a passagem de embarcações e pessoas no local.

Fonte: Prefeitura de Manaus.

Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus